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metodologia

15Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do Latim “methodus” cujo significado é “caminho ou a via para a realização de algo”. Método é o processo para se atingir um determinado fim ou para se chegar ao conhecimento. Metodologia é o campo em que se estuda os melhores métodos praticados em determinada área para a produção do conhecimento. Em se tratando de atividade de segurança e autoproteção, onde normalmente vários conceitos e técnicas são desenvolvidos de forma dinâmica, ocasião que se o aluno não dominar com eficácia estas técnicas, poderá estar comprometendo a sua própria vida ou de outras pessoas, optamos por trabalhar focando sempre nos objetivos específicos, margeados por diversos objetivos secundários, sempre partindo de uma educação continuada, de forma individualizada e proporcional ao desenvolvimento individual de cada aluno, mesmo este estando inserido em um grupo específico de instrução. Adaptamos o Mastery Learning ao nosso sistema de treinamentos.
 
MASTERY LEARNING OU APRENDIZAGEM DE MAESTRIA
(BENJAMIN BLOOM)

Quando, onde e porque surgiu?

Nos anos 60 do século passado, Benjamim S. Bloom e os seus alunos encontravam-se envolvidos numa série de estudos que incidiam sobre a forma como, em contexto escolar, indivíduos diferentes aprendem de forma diversa. Bloom (1964) sabia que existiam vários fatores extraescolares que afetavam a forma como os alunos aprendiam, porém estava convencido que os professores tinham também uma forte influência nesse campo.

Começou a realizar estudos onde o principal objetivo era a observação das estratégias docentes. Concluiu, das inúmeras observações realizadas, que a maioria dos professores ensinavam todos os alunos da mesma forma, concedendo tempo iguais para a realização das tarefas, indicando a todos as mesmas atividades, dando o mesmo tempo para esclarecer dúvidas. Concluiu que, os alunos para quem esta gestão do tempo era ideal aprendiam bem, mas vários outros, com diferentes ritmos de aprendizagem, tinham graus de desempenho progressivamente menor.

Na realidade, Bloom (1964) constatou que quanto mais desapropriados fossem os tempos dados aos diferentes alunos menor eram as aprendizagens. Em face de esta realidade, Bloom sugeriu que os professores teriam que promover diferenças no seu processo de ensino de acordo com as necessidades dos alunos. O desafio consistia em tentar encontrar formas claras, precisas e práticas dos professores as realizarem.

Baseando-se nos trabalhos de Washburne (1922), Bloom tentou então perceber que elementos do ensino personalizado poderiam ser adequados ao trabalho em grande grupo. Por outro lado, tentou compreender quais as atividades que claramente distinguiam os alunos que facilmente aprendiam dos restantes colegas.

Concluiu que algumas das principais alterações a serem tomadas consistiria em subdividir o processo instrutivo em partes menores e sobretudo que o professor deveria proceder a avaliações ao longo do processo no sentido de corrigir erros, identificar lacunas reorganizando a aprendizagem. Este processo dá ênfase ao conceito de feedeback introduzido por Skiner em 1954, no seu famoso artigo The sicence of learning and the art of teaching. Bloom desenha assim uma estratégia instrutiva que designa de Mastery Learning ou Aprendizagem de Mestria

No que consiste e quais as razões pelas quais funciona?

De acordo com Bloom, Hastings & Madaus (1971), o aluno deverá aprender conteúdos, conceitos e fatos previamente preparados pelo professor em unidades instrutivas com cerca de duas semanas de duração. Ao fim dessas duas semanas é realizado um teste formativo que possibilita ao aluno compreender as suas lacunas e assim saber onde e o que tem que trabalhar mais. O professor deverá então reorganizar atividades que resolvam os problemas/lacunas detectadas de uma forma personalizada.

Para Ashook (2005), os métodos preconizados pelo modelo de Bloom ainda hoje são efetivos; estudos realizados pelo próprio, revelam que as estratégias do Mastery Learning são muito adequadas inclusive para crianças com problemas sociais. O mesmo autor considera que as principais variáveis que intervêm no processo de aprendizagem Método de ensino são: reforço, envolvimento dos alunos, feedback e correção. Server (1997) considera que se a as atividades preconizadas pelo professor forem bem organizadas e o aluno estiver convenientemente motivado para ultrapassar a unidade, o resultado alcançado será positivo.

Estudos realizados por Clarck, Guskey e Benninga (1983) provaram que o papel motivacional dos alunos desempenha uma importância capital na aprendizagem. Curiosamente, ao compararem grupos que seguiam processos instrutivos diferenciados, concluíram que o grupo que aprendia de acordo com o Mastery Learning possuía não só um grau mais elevado de desempenho como um maior grau de motivação e mesmo um menor número de faltas. 

A questão da motivação e acompanhamento é como antes referimos muito importante. O próprio Bloom (1985) provou que muitos dos indivíduos que atingiam patamares superiores em nível de aprendizagem, desporto e artes, raramente foram considerados crianças prodígio, contudo, aparentavam ter sempre algo em comum: a atenção e apoio que recebiam em casa por parte dos seus pais. Outro aspecto marcante é o fato de Bloom considerar que a maioria dos alunos e dos professores não são especialmente dotados. A aprendizagem bem orientada resulta de uma série de fatores, mas o dom não desempenha nela um papel preponderante

Muitos foram os métodos desenvolvidos com base nos ensinamentos de Bloom. De acordo com Guskey (1997), todos eles assentam em duas premissas:

 - O feedback como forma de correção e enriquecimento do processo;

 - A sequencialização do processo instrutivo

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